Por que é importante ser maleável?

"Me acostumei a pensar que sempre há algo que posso fazer para mudar uma situação, por mais que pareça que ela está completamente fora de meu controle. À comodidade das circunstâncias dadas, prefiro a inquietude da possibilidade de precisarem de mim. Quando surge para mim uma tarefa da qual não gosto, tento encontrar algo dentro dela que me seja atrativo, até o momento em que eu consiga desfrutá-la e executá-la completamente. 

Em geral, somos a variável mais volúvel de qualquer equação, e sempre temos alguma alternativa: um lugar onde parar, outra maneira de atuar sobre qualquer escolha. O hábito e a tentação de fazer escolhas mais cômodas ou “seguras” continua existindo, mas é a maneira como você encara essas possibilidades que muda tudo. Dê oportunidade para que essas inclinações se renovem e as mudanças aconteçam naturalmente. 

No entanto, algumas tendências continuam e, até mesmo adultos, muitos seguem se agarrando às suas preferências sem ao menos pensar na possibilidade de mudar. Quando a raiz criada pela tomada de decisões está firme, não se tem tanto medo de perder o rumo a cada transformação. Se não se assume a responsabilidade de mudança, pode-se correr o risco de viver complacentemente queixando-se o tempo todo. Por isso, prefiro seguir me construindo como se fosse uma escultura. Posso não ganhar nada com isso, mas certamente perco menos que com a verborragia inútil de reclamar o tempo todo."

Texto de Yael Barcesat.

Hoje, às 20h,  em nosso Ensaio de Flexibilidade, além de trabalhar o corpo físico vamos conversar sobre a maleabilidade comportamental.

E você, como encara a mudança? Está atrofiado e enrijecido por velhos concionamentos?

 

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